• Norton F. Corrêa

PARA LER ANTES DE TUDO...

... OU EU FALANDO DE MIM MESMO.


Quando ministrei uma palestra sobre o batuque, em uma universidade de Buenos Aires, em abril de 2016, contei, como sempre faço, algumas pequenas histórias sobre o que poderia ser chamado de os bastidores da pesquisa antropológica. São relatos e comentários a respeito de conversas e relações com os pesquisados, episódios de que participamos, sentimentos, impressões pessoais, observações, emoções, atitudes que tomamos no campo de pesquisa e assim por diante, pois nós, antropólogos, apesar da formação científica, somos pessoas como quaisquer outras.

Seguidamente há, nesses bastidores, coisas e acontecimentos engraçados, interessantes, que não raro dão colorido e calor humano às próprias situações concretas da pesquisa. E muitas vezes contém dados que contribuem para uma melhor compreensão do universo pesquisado. Por isto têm conotação antropológica, já que resultam do próprio ato de pesquisar, que deve seguir o princípio indispensável do método antropológico: conviver com os pesquisados. Mas nem sempre estas coisas são colocadas nos trabalhos que publicamos.

Terminada a palestra, o organizador do evento, o também antropólogo e pesquisador argentino, Alejandro Frigerio, mas sobretudo velho e querido amigo, me sugeriu: por que não escreves estas coisas, Norton?

O tempo foi passando, mas de repente bateu a inspiração: o primeiro artigo, Ogum, Bará e Avagã, foi escrito em pouco tempo e postado no feice. Fez um sucesso que nem de longe eu esperava: foi lido, relido, comentado, curtido, elogiado e alvo de muitos pedidos para que escrevesse outros. Além disto, foi publicado na revista Olorum, nº 43, outubro de 2016, vertido para o espanhol e publicado no blog do próprio Frigério.

O artigo me trouxe boas lembranças, além de muita saudade daqueles tempos e pessoas, como o grande sacerdote e grande amigo, além de informante, Ayrton (Paixão) do Xangô, com quem aprendi um pouco do jogo de búzios no próprio tabuleiro dele, e outros, com quem convivi e muito aprendi. A reboque destas primeiras lembranças vieram outras, que viraram novos artigos.


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